DICAS DE MANUNTENÇÃO E CUIDADOS

Invenção do AUTOMÓVEL

Como verificar a calibragem

Verifique a calibragem dos pneus semanalmente. Ela deve ser checada sempre com os pneus frios, de preferência pela manhã, no posto mais próximo de sua casa, assim que começar a rodar. A explicação é simples: quando o carro está em movimento o atrito da roda com o piso aquece os pneus. Isso aumenta o volume interno de ar e faz com que a pressão se eleve. Qualquer calibragem nessas condições vai apontar uma medição alterada.

Economize combustível

Essas dicas rápidas servem para você economizar combustível: - Não estique as marchas, trocando-as numa rotação mais adequada. - Aceleração progressiva e controlada. Nada de arrancadas e freadas bruscas. - Sempre faça as revisões e manutenções preventivas nos bicos, velas, e peças necessárias. - Escolha bem o posto onde vai abastecer para evitar prejuízos com combustível adulterado. - Utilize preferencialmente gasolina aditivada, ou aditivos para manter o sistema 'limpo'. - Verifique rotineiramente as condições do filtro de ar. - Não ultrapasse a velocidade limite do carro. - Faça uso do freio motor em declives acentuados. - Sempre deixe os pneus na calibragem correta, e não carregue peso 'morto' (desnecessário) no carro. - Use o ar-condicionado sempre que necessário, mas sem exageros.

Extintor também merece atenção

Quando novo, o extintor deve ter selo adesivo na cor vermelha com indicação da empresa que o produziu, seu endereço, além do logotipo do organismo de certificação credenciado, número de certificado de conformidade, número do selo e logotipo do Inmetro. Somado a isso, alguns cuidados também devem ser tomados no momento da compra de um extintor novo: o ponteiro do indicador de pressão deve estar na faixa verde e não apresentar sinais de envelhecimento ou umidade interna; o cilindro não deve apresentar amassados ou sinais de ferrugem e sua pintura deve ser uniforme. Devem ser verificados, também, as condições do lacre e o quadro de instruções, inclusive a clareza de suas informações. O prazo de validade do extintor original é de três anos. É permitida a compra de extintores recondicionados, mas neste caso a atenção à procedência do equipamento deve ser redobrada. Ao escolher o extintor recondicionado, o consumidor deve assegurar-se de que a empresa onde está comprando é certificada para este trabalho e solicitar o documento emitido pelo Inmetro que atesta sua capacidade técnica. Além disso deve exigir nota fiscal do serviço prestado. Vale ressaltar que, ao contrário de um extintor novo, o recondicionado possui selo azul e deve estar munido de todas as instruções obrigatórias do novo, porém deve ainda indicar dia, mês e ano da última manutenção realizada. Além do selo, extintores recondicionados deverão ter um anel plástico amarelo no gargalo - entre a válvula e o cilindro. Esta obrigatoriedade faz a empresa abrir o cilindro e, conseqüentemente, fazer a manutenção do produto. Diferente de um extintor novo, o prazo de validade do recondicionado é de apenas um ano.

Freios

A manutenção adequada dos freios do carro exige muitos cuidados. O nível do fluido de freio deve ser verificado todas as semanas e, se necessário, deverá ser completado com fluido da mesma marca. Recomenda-se a substituição total anualmente. Se quando você pisa no pedal do freio, ele faz barulho, isso pode significar pastilhas gastas. Caso isso esteja acontecendo, os discos estarão sendo arranhados. Verifique o estado das pastilhas a cada 10 mil quilômetros. As lonas devem ser trocadas entre 25 mil e 40 mil quilômetros. Nesse tempo, os tambores também devem ser checados. Não pise no freio de forma brusca, procure apertar progressivamente e com antecedência. Utilize os freios com uma marcha engatada, para evitar desgaste das pastilhas e discos.

Saiba como escolher um alarme

Um dos dispositivos de segurança automotiva mais procurados pelos proprietários de veículos é o alarme, que se multiplica em marcas, modelos e funções, muitas vezes dificultando a escolha no momento da compra. Mas algumas dicas podem fazer a diferença e ajudá-lo a escolher o modelo mais apropriado às suas expectativas. Detectamos três grupos principais de alarmes - básico, intermediário e top -, para que você possa verificar em qual grupo encaixa-se e não errar na escolha. Primeiro falaremos para quem procura apenas um dispositivo básico, que ofereça somente as principais funções de segurança. O alarme deve monitorar interruptores de portas, capôs, porta-malas e ignição; possuir sensor de ultra-som para disparar ao detectar algum movimento interno no veículo e ainda saída para bloqueio do motor de partida. Com essas funções você terá o carro protegido e ainda economizará algum dinheiro, uma vez que esses alarmes básicos costumam ser oferecidos a preços bem acessíveis. Mas para aqueles que preferem conciliar a segurança com o conforto, o mercado oferece modelos intermediários. Esses dispositivos contam com travamento de portas e subida de vidros ao acionar o alarme (desde que o veículo já possua vidros e travas elétricos); a função localizador - que pode ser utilizada dentro de estacionamentos para encontrar o carro, piscando as setas ao pressionar o botão do chaveiro; e a função pânico, por meio da qual o motorista pode fazer disparar o alarme quando sentir alguma situação de risco. Os modelos intermediários costumam oferecer ainda as opções de trava automática - trava e destrava as portas ao ligar e desligar a chave de ignição; reativação automática - reativa o alarme após 30 segundos em caso de desativação acidental; check control - aviso pelo led (sinal luminoso), a meio brilho, de que porta, capô ou porta-malas estão abertos no momento da ativação; e relatório por led - indica a entrada que causou o último disparo. E para quem quer investir um pouco mais pode optar por um produto top, que, além das funções já citadas, costuma oferecer funções de luxo e conforto extra. Nesse tipo de dispositivo, além de ser possível acrescentar um sinalizador de velocidade, que evita multas, até o controle do som é ativado ou desativado pelo controle do alarme. Além dos que querem um sistema de grandes recursos, um alarme como este ajuda bastante as famílias em dias de chuvas ou de compras no supermercado, por exemplo, em que a pessoa consegue destravar a porta do carro e até abrir o porta-malas com um toque no chaveiro. Pronto! Agora a escolha ficou mais fácil, mas uma boa pesquisa por preços sempre é bem-vinda.

Lavagem do motor

O motor somente deve ser lavado, quando for realmente necessário, com sabão neutro, tomando-se os seguintes cuidados: - Não lave o motor ainda quente - Não utilize produtos ácidos ou derivados de petróleo - Evite jatos de água diretamente nos componentes elétricos (bateria, alternador, conectores, elétricos, etc.) - Não direcione jatos de água no revestimento da tampa do compartimento do motor - Proteja o reservatório do fluído do freio com plástico, para evitar a contaminação com água.

Rodas

Rodas desbalanceadas podem ser identificadas por trepidação na direção do veículo, ocorrida em determinada velocidade. Esse problema danifica os pneus, que terão sua vida útil reduzida – e provoca muito desconforto ao dirigir. O dano mais comum causado pelo desbalanceamento é o desgaste acentuado e irregular em pontos alternados da banda de rodagem dos pneus.

Existem ainda outros problemas ocasionados pela falta de balanceamento. Entre eles está a perda de tração e estabilidade, dificuldade de manter o veículo na trajetória e desgaste prematuro dos rolamentos, amortecedores e terminais de direção. São dois os tipos de balanceamento: estático e dinâmico. Uma roda está estaticamente balanceada quando cada ponto da circunferência tem o mesmo peso de seu ponto oposto. No balanceamento dinâmico, os pontos opostos de cada lado da roda têm o mesmo peso.

Para se fazer o equilíbrio ideal entre o conjunto roda/pneu, devem-se usar contrapesos de chumbo nos pontos mais leves da roda.

Quando fazer o balanceamento:

  • a cada troca de pneus;
  • por ocasião do rodízio de pneus (cada 10 mil km);
  • ao primeiro sinal de vibração no volante ou desgaste irregular dos pneus;
  • após ser efetuado reparo no pneu ou na câmara de ar

Bateria

Você sabe qual a função da bateria no veículo?

A bateria tem a função principal de fornecer a energia necessária para a partida do motor do veículo. Ela também alimenta todo o sistema elétrico do veículo quando o motor não está em funcionamento, bem como auxilia o alternador, por tempo determinado, se por algum motivo ele não conseguir fornecer a totalidade da corrente elétrica necessária, estabilizando a tensão do sistema elétrico como um todo.

Sua composição

A bateria é um acumulador elétrico que armazena energia na forma química e posteriormente a converte em corrente elétrica para atender às necessidades de funcionamento do veículo.

Existem baterias de várias tecnologias. As mais modernas são as "seladas" ou livres de manutenção e com adição de liga de prata.

Basicamente as baterias são constituídas de placas de chumbo (positivas e negativas), separadores e solução de ácido sulfúrico (eletrólito), elementos que ficam acomodados dentro de uma caixa plástica com separações internas.

É pelos cabos conectados nos pólos (positivo e negativo) da bateria que ela transfere a energia para o veículo.

Você sabia que o descarte correto da bateria é lei?

A Lei CONAMA nº257 estabelece que o fabricante é obrigado a proceder à coleta das baterias chumbo-ácido esgotadas e inservíveis com o intuito de dar a destinação ambiental correta aos rejeitos tóxicos destes produtos.

Sendo assim, o consumidor deve entregar a bateria esgotada a qualquer estabelecimento em que o produto é comercializado. Desta forma, a bateria retorna ao fabricante por meio do comerciante, que é obrigado a recolher toda bateria que lhe for entregue pelos consumidores, clientes e terceiros independentemente de ter aquele estabelecimento comercializado ou não o produto em questão.

É dever de todos contribuir para o atendimento da legislação vigente e para a preservação do ambiente.

Como aumentar a vida útil da bateria automotiva

  • Sempre que ligar o veículo, procure mantê-lo em funcionamento por pelo menos 20 minutos. Durante este tempo, a carga da bateria, perdida durante a partida, deverá se recompor totalmente.
  • Faça revisões periódicas do sistema elétrico do veículo (alternador, motor de partida, regulador de tensão, cabos e terminais e bateria). O mau funcionamento de algum destes itens compromete a vida útil da bateria automotiva.
  • Evite o uso prolongado de equipamentos eletrônicos como rádio e DVD com o veículo desligado. O consumo excessivo poderá descarregar a bateria.

Como escolher o modelo de bateria para o veículo?

O modelo correto da bateria para o veículo pode ser consultado no manual do veículo ou nos catálogos dos produtos disponíveis no ponto de venda com o aplicador. Para aplicar a bateria adequada é essencial conhecer o ano e modelo do veículo. Cada modelo de bateria terá uma amperagem correspondente. Pela amperagem, o aplicador fará a substituição.

LEMBRE-SE: nunca aplique bateria com amperagem inferior e informe ao aplicador se foram instalados acessórios elétricos opcionais no veículo.

Você sabe o que é CCA?

Você já ouviu falar que no frio o carro demora mais para "pegar"? Os carros modernos apresentam cada vez menos este problema e as baterias modernas também atendem cada vez mais a esta necessidade.

De qualquer forma, em baixas temperaturas o sistema elétrico como um todo requer mais energia nas partidas, ou seja, uma grande descarga em ampères (Ah) para fornecer corrente de partida ao motor de arranque.

O número CCA*, normalmente estampado na etiqueta do produto, significa a capacidade que a bateria tem de descarga em ampères a uma temperatura de -18ºC. Quanto maior o número de CCA, maior a sua capacidade de descarga.

Equilíbrio elétrico do veículo

Excesso de acessórios elétricos instalados no veículo prejudica o seu equilíbrio elétrico, descarregando a bateria sem dar chance ao alternador de repor sua carga.

Cuidado na hora de comprar uma lâmpada para seu carro.

Você pode estar comprando uma lâmpada de 2ª linha, colocando em risco a sua vida, de sua família e dos demais motoristas.

Algumas dicas para você não sair no prejuízo:

  • Verifique se a marca da lâmpada de farol que você está comprando é original de fábrica. Desta forma, você estará evitando danos no sistema elétrico do seu veículo, além de multas e possíveis acidentes de trânsito provocados pelo ofuscamento gerado pelas lâmpadas de segunda linha ou piratas.
  • Não utilize as lâmpadas que possuem restrições de comercialização na Europa e Estados Unidos e lâmpadas de faróis de 2a linha não atendem aos requisitos mínimos de qualidade e segurança exigidos pelas normas técnicas internacionais e Resolução CONTRAN, portanto ofuscam os veículos que transitam em sentido contrário, podendo provocar acidentes de trânsito. Além disso, são passíveis de multas e danificam o sistema elétrico do veículo incluindo chicote elétrico, chave de luz, lente dos faróis e fusíveis. Estas lâmpadas possuem vida útil reduzida, o que diminui os intervalos com manutenção.
  • Não utilize lâmpadas de 100W para o trânsito urbano, você estará ofuscando o veículo que transita em sentido contrário, podendo provocar um acidente de trânsito. Além disso, poderá ser autuado já que as lâmpadas de 100W são proibidas para uso em ruas, estradas e rodovias, conforme Lei 9.503 do Código de Trânsito Brasileiro e Resolução CONTRAN 692/88. Além disso, as lâmpadas de 100W provocam danos no sistema elétrico do veículo incluindo chicote elétrico, chave de luz, lente dos faróis e fusíveis.

Manutenção Preventiva

Troque as lâmpadas enquanto é tempo

A troca preventiva de lâmpadas é recomendável a cada 50.000 km. Mesmo funcionando corretamente, a lâmpada perde cerca de 30% da luminosidade ao longo do uso. E isso representa uma redução de 1/3 também na sua segurança. Aprenda a identificar você mesmo às lâmpadas "cansadas". É muito fácil: basta observar o bulbo (vidro da lâmpada) para ver seu enegrecimento. O enegrecimento é um sinal de que a lâmpada está perto do fim.

Ele é causado pela evaporação do filamento de tungstênio, ou seja: as partículas vão se desprendendo do filamento e se acumulando na superfície do bulbo. Com isso, além de oferecer menos luz, a lâmpada começa a reter calor, o que acelera ainda mais o processo de evaporação do tungstênio.

Quando você menos esperar, ficará no escuro. Por isso, olhe atentamente o vidro de suas lâmpadas.

Na checagem periódica das lâmpadas externas, deve-se também observar o conjunto óptico. Se o vidro estiver embaçado, é sinal de infiltração de água, causado por alguma rachadura no conjunto óptico, o que aumenta consideravelmente o risco de queima precoce da lâmpada.

Troque as lâmpadas sempre aos pares

Quando queimar a lâmpada de um dos faróis, troque a do outro também. As lâmpadas são fabricadas pelo mesmo processo, com o mesmo material e o mesmo equipamento. Por isso, elas têm aproximadamente a mesma durabilidade. Ou seja, quando uma lâmpada queima, é muito provável que a outra, que é igual, esteja também próxima do seu fim de vida.

Trocando o par, você estará mais garantido e livre de imprevistos. E mais: não vai gastar tempo e dinheiro parando para fazer outra troca.

Verifique sempre as luzes de sinalização

Nem sempre a falta de luz do veículo é causada por uma lâmpada queimada. Podem ocorrer problemas de curto-circuito, oxidação de contatos, contatos soltos pela trepidação e ainda assim a lâmpada não estar queimada.

Redobre sua atenção e controle constantemente essas luzes. Você pode verificar seu funcionamento mesmo sem sair do carro. Basta observar o reflexo no pára-choque de outros carros ou na parede da sua garagem.

Vale a pena ser prevenido. Mantenha lâmpadas de reserva em seu porta-luvas Não basta substituir as lâmpadas queimadas. É importante e muito útil manter lâmpadas de reserva no seu porta-luvas.

Poderão ser úteis em qualquer emergência. Assim, você evita multas, acidentes e aumenta o seu conforto, pois dirigir com luz insuficiente além de perigoso é muito cansativo.

MULTAS E INFRAÇÕES

LÂMPADAS DE 100W

As lâmpadas de 2º linha para faróis são geralmente produzidas com 100 Watts de potência para dar a impressão de mais luz. Estas lâmpadas são altamente ofuscantes podendo provocar acidentes de trânsito. Por este motivo são proibidas para uso em ruas, estradas e rodovias conforme Lei 9.503 de 23/09/1997 - Código de Trânsito Brasileiro e Resolução CONTRAN 692/88.

Resultado: O motorista pode ser autuado, receber multa de R$ 127,20 + 5 pontos na carteira e ter o seu veículo apreendido para regularização. O excesso de calor emitido pelas lâmpadas de 100 Watts provoca trincas nos faróis com lentes de vidro e danifica o refletor do farol, deformando as lentes de policarbonato (plástico). Além disso, emitem radiação ultravioleta que provoca o "amarelamento" da lente de plástico.

Resultado: após um tempo de uso o consumidor tem que substituir os faróis.

LÂMPADAS DE 2º LINHA DE LUZ AZUL

As lâmpadas de 2º linha que emitem luz "azul" também são proibidas conforme Lei 9.503 de 23/09/1997 - Código de Trânsito Brasileiro e Resolução CONTRAN 692/88. Resultado: O motorista pode ser autuado, receber multa de R$ 127,20 + 5 pontos na carteira e ter o seu veículo apreendido para regularização.

As lâmpadas de 2º linha de 100 Watts não permitem a regulagem dos faróis nem com o auxílio do equipamento chamado Regloscope. Sem a regulagem correta dos faróis o resultado de luz projetado na estrada é inferior ao das lâmpadas originais de 55 e 60 Watts.

Resultado: O motorista pode ser autuado, receber multa de R$ 127,20 + 5 pontos na carteira e ter o seu veículo apreendido para regularização.

Transitar com lâmpadas queimadas nos faróis, lanternas e luz de placa pode resultar em multa de R$ 84,80 + 4 pontos na carteira e na retenção do veículo para regularização.

Ou seja, se você utilizar uma lâmpada de 2º linha de 55 ou 100W que emite luz azul, você poderá ter um prejuízo com multas de até R$ 466,40 com 19 pontos na carteira de motorista, sem contar com os prejuízos das taxas para liberação do veículo, troca dos faróis, do chicote elétrico, dos fusíveis queimados, das trocas de lâmpadas pela queima prematura.

Muitas pessoas esquecem que o sistema de iluminação é um importante item de segurança e com a iluminação não se deve brincar. Acima das multas e dos problemas que estes produtos geram para os compradores, existe uma coisa que não pode estar em jogo: a vida e a segurança dos motoristas, seus familiares, pedestres e animais.

Lembre-se, ao trocar as lâmpadas do seu veículo exija lâmpadas originais.